Inspiração

… e as pessoas me perguntam…da onde você tirou essa ideia? bom…tem todo um início… e depois que tive a ideia foram três anos de profunda pesquisa e agora já somamos alguma experiência em viajem que queremos compartilhar aqui.

Fonte: Inspiração

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Impressões do Uruguai


                     Há um mês terminou nossa saga pelo Uruguai, sou muito segura em dizer que escolhemos o país certo para começar nossa viajem pela América, sem conhecer o idioma castelhano e com um preparo físico ainda por lapidar, esse país nos oferecia exatamente o que precisávamos! O Uruguai é conhecido por falar um castelhano bastante compreensível para nós brasileiros, falam bem devagar, e eles realmente tem muita paciência para ouvir o idioma mal falado por nós, no começo não foi fácil, mas agora conseguimos entender até mesmo os Argentinos que falam muito rápido comparado aos Uruguaios. E  outro ponto é o preparo físico… pedalávamos em nossa cidade, fizemos pequenas viagens, mas pedalar todos os dias é outra coisa! sendo o Uruguai um país plano com uma altimetria suave, nos parecia  a melhor opção para a nova realidade de pedalar todos os dias carregando peso. Com um asfalto maravilhoso e um trânsito que respeita muito os ciclistas não tivemos nenhum problema para percorrer a costa Uruguaia, pedalar pela Interbalneária é deliciosamente tranquilo, todas as rutas que percorremos eram seguras e com acostamento, alguns poucos pontos não havia acostamento, mas no entanto o movimento de carros é escasso, é claro que estamos falando de baixa temporada,  em alta temporada o movimento é bem maior, mas como falei antes, no Uruguai se respeita  muito o ciclista, até mesmo na capital Montevidéu pedalamos tranquilamente em meio ao trânsito que é claro, é muito diferente do movimento das capitais brasileiras que conheço (apenas 4), mas essa diferença pra mim está pautado no respeito e não no menor volume de carros. Montevidéu é realmente muito lindo! passear pela parte velha da cidade é um convite a viajar no tempo, a arquitetura distinta confere um charme especial as  ruas que são bem limpas e arborizadas, à noite saímos para experimentar uma hanburguesa numa chamada Carrocinha, que é algo parecido com os carrinhos de lanche que temos no Brasil, e o lanche tem várias opções para por como recheio, fora o milho e ervilha que para nós é comum, havia tomate com 3 preparos diferente, cebola com também 3 preparos diferentes, uma estava crua, outra curtida e outra parecia ter sido refogada, também teria um champignon fantástico que pela primeira vez pude sentir o sabor(nunca havia visto graça e sabor nesse negócio) aliás os champignons  no Uruguai são realmente muito bons, os em conserva não são clarinhos como os que costumeiramente temos no Brasil, acabamos saindo do Uruguai sem conseguir saber se a cor se deve a qualidade ou há algo usado no preparo, só sei que pela primeira vez consumi com prazer, aliás a venda de cogumelos  é uma  atividade comercial muito comum na rodovia interbalneária, passamos por vários pontos de venda,  aonde estavam em baldes com alguns sempre à vista e cheio de formigas passeando por eles,  tudo bem simples, e  voltando ao lanche…teria também vários molhos, sendo a maioria picantes, experimentei somente um com chimi churri porque não era picante, azeitonas pretas, pimentão também curtido, e outras coisas que não me recordo… o sabor é realmente muito bom! em Piriápolis saímos a comer uma pizza que é por metro, que consiste numa massa de mais ou menos 20cm de largura com espessura grossa ao que estamos acostumados e o comprimento você escolhe, (escolhemos meio metro de pizza) e não é como o Brasil que tem inúmeros sabores, era com molho somente ou com molho e mussarela, alguns lugares oferecem mais 4 ou 5 sabores básicos, por isso não é nem um pouco comum encontrar um rodízio de pizza, e a massa, eu particularmente não achei saborosa, além de muito grossa, parecia com um pão que não deu certo, também comemos um churros, esse muuuuuito bom! em Punta del Este foi  a vez de provar o Chivito, um prato muito farto que acompanha salada e batatas fritas, infelizmente fomos pegos no Cubierto, um pão simples que é servido como entrada com algum molho, que no nosso caso foi maionese e catchup, já tínhamos conhecimento que é comum servirem essa entrada e  se você não quer precisa avisar, demos bobeira porque era tão simplório que duvidamos ser o tal Cubierto, como tocamos no molho tivemos que pagar aquela entrada ridícula,  que por sinal cobraram muito pois se tratava de pão duro com molho simples.  Em Colonia de Sacramento provamos a Pascoalina, quando comemos com uma família, uma torta recheada com verduras, geralmente acelga com espinafre ou somente acelga, muito saborosa! aliás na cultura Uruguaia a mulher, dona da casa serve a refeição a todos (família e visitantes) diferentemente do Brasil aonde cada  um serve a si mesmo. Quanto a segurança… o país é realmente muito seguro, como brasileiros, estávamos sempre na retranca, quando íamos encostar a bicicleta para ir ao mercado, somente um entrava e o outro cuidava das bicicletas, sempre alguém falava… podem entrar os dois, aqui ninguém mexe, é claro que nunca dávamos bola e um dos dois ficava com as bicicletas, e em toda cidade nos falavam o mesmo, até que um dia resolvemos deixar tudo, e ficamos mirando de longe, realmente as pessoas nem param para olhar, apesar das bicicletas chamarem a atenção por estarem carregadas  e ser algo diferente ninguém olha, é como se tornasse invisível pelo fato dos donos não estarem perto, as pessoas são bem fechadas realmente, muito diferente do brasileiro,  mas muito educadas. Outro ponto que quase me esqueci é que tudo no Uruguai é feito com gordura de vaca(grasa vacuna), quando digo tudo, é tudo mesmo! bolachas industrializadas, pão, massas de torta, muitas coisas fritas em gordura de vaca, o biscoito artesanal de aparência mais fina parece ter uma vaca passeando nele, raramente encontramos algo feito com manteiga, é um sabor que nos acompanhou até sairmos do país… mas assim como a maioria dos visitantes amamos o Uruguai, infelizmente devido a desvalorização da nossa moeda mediante a crise em nosso país, um país caro como o Uruguai tornou-se para nós mais caro ainda, e por essa razão ficamos apenas 1 mês por lá apesar do visto de 3 meses concedido a nós brasileiros, mas aproveitamos cada minuto que estivemos por lá, e espero que essa não tenha sido a única oportunidade, pois apesar do Uruguai ser um país pequeno é um gigante em belezas das quais ficou muito por conhecer!

 

Partindo do princípio

Começando… Ou recomeçando… Sempre gostei de viajar! Pra quem me conhece isso não é nenhuma novidade, muitas pessoas me perguntam o porquê de bicicleta, bom… Seguramente nunca fui uma ativista da bicicleta, não que não me importe com o meio ambiente, pois me importo bastante! A verdade é que pra resumir a conversa…não me importa como as pessoas vão, só sei que elas precisam ir…não centralizo as coisas na bicicleta, só comecei a usá-la para ir ao trabalho para interagir no trânsito e treinar o físico pra essa viajem, e usei pouco, porque me agradava mais ir caminhando para o trabalho, e só não faço essa viajem mochilando porque vi mais vantagens na bicicleta. Gosto porque ela responde a uma inquietude de anos nos quais viajava encerrada dentro de um ônibus ou de carro aonde ficava pensando em qual momento meu pai iria parar o carro e abrir a porta pra eu sair correndo por aquela grama verdinha e tocar as árvores, parar e contemplar com minúcia cada detalhe da paisagem…enfim…essa forma de viajar correspondeu aos meus anseios , além do que, cuida das paisagens que tanto amo contemplar. Gostei muito das poucas viagens que fiz disfrutando um pouco de conforto, mas agora tem que ser de bicicleta, e pode ser que em algum momento possa viajar de uma outra forma, mas agora tem que ser assim, e terminando com o resumo do começo… Não importa como você vai , você tem que ir. (atualizado em 28/08/2016)