Bolívia

                                      IMG_20180613_111942                          Nosso dia a dia na viajem pela Bolívia!

 

30/05/2018 – Saímos de Sorocaba em torno das 12h para tomar o ônibus para São Paulo, ás 17h30 no Terminal Barra Funda tomamos o ônibus da empresa Andorinha com destino a Puerto Suarez na Bolívia, além da Andorinha tem a empresa La Preferida (vai até Santa Cruz) e a Ormeño, a La Preferida ficou de fora, pois permite apenas 15K de bagagem por pessoa no bagageiro e 3k de bagagem de mão e não permite levar bicicleta, a Ormeño tem uma avalanche de péssimos comentários na internet e por isso não quisemos arriscar, então optamos pela Andorinha. Liguei por duas vezes para a empresa para confirmar os horários que vão até Puerto Suarez (alguns horários não atravessam a fronteira, vão apenas até Corumbá), além de confirmar a questão do peso e número de volumes permitido por passageiro, bom… por duas vezes a informação foi a seguinte: são 30k de bagagem por passageiro divididos em 2 volumes médio e 5k de bagagem de mão, bicicleta desmontada e embalada, pagando excesso de bagagem ainda que ela não ultrapasse os 30k permitidos por passageiro. Na hora de embarcarmos foi muito estressante! Nossa bagagem estava dentro do peso, cada um com dois volumes, sendo alforge traseiro e saco estanque para pôr no bagageiro, e somados a bicicleta não ultrapassavam a 30k, tínhamos consciência de que a bicicleta era uma matemática à parte, o problema é que eles não queriam embarcar nossas bolsas porque disseram que era permitido um volume de cada com no máximo 15k, e que acima disso era cobrado excesso de bagagem, ahhh tá! e aonde ficou todo aquele atendimento que nos disse que era 30k por pessoa? com insistência no argumento de que nossa bagagem estava nos moldes seguindo orientação da própria empresa embarcaram nossas bolsas sem cobrar excesso, mas fizeram isso torcendo o bico, agora… na hora da bicicleta… affff, primeiro não queriam embarcar, fazendo toda uma novela… depois disseram que bicicleta era pago porque não era bolsa… ok! e quanto é? R$ 50 por bicicleta, resumindo a história… após argumentarmos um monte de que aquela cobrança era abusiva, o cidadão disse que iria cobrar R$ 35 por bicicleta, valor que cobram por bicicleta pequena, era isso ou simplesmente não embarcar, o que seria péssimo dentro daquilo que já havíamos planejado. Enfim… a viajem foi tranquila, o ônibus é confortável, banheiro limpo, água, wifi, parada para o almoço, e no horário estimado chegamos em Puerto Quijarro na Bolívia. 

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                    No Terminal Barra Funda aguardando o embarque

31/05/2018 – Bolívia (Puerto Quijarro/ Puerto Suarez) Chegando na fronteira queríamos desembarcar próximo a aduaneira, mas não foi permitido, na verdade foi uma situação um pouco confusa, porque a princípio pediram para descer do ônibus e depois mandaram subir, não pediram para descer com bolsa, o que indicaria aquela vistoria da polícia, não abriram o bagageiro também, parecia mais coisa de quem não estava afim de trabalhar mais precisava mostrar serviço, chegando na rodoviária de Puerto Quijarro fomos cercados por um montão de pessoas vendendo passagem para Santa Cruz, na verdade eles sabem que esse é o destino certo para o estrangeiro, porque dali ele vai sair percorrer os destinos mais atraentes da Bolívia, então você nem precisa dizer para onde vai, eles já sabem, é uma situação muito interessante, porque nos víamos cercados por mais de meia dúzia de pessoas competindo, mas tudo feito na maior paz entre eles. Não fechamos com ninguém, sentamos tranquilos e conversamos pra depois calmamente ver o que cada empresa oferecia. Fechamos com a Huracan, ônibus leito muito confortável, poltrona fantástica!  o bacana é que a empresa guarda a sua bagagem até o momento de embarcar, feito isso pagamos um moto táxi para nos levar até a aduaneira, não espere que o motociclista vá andar direitinho no trânsito, eles tem uma forma diferente de lidar com isso do que estamos acostumados, também não espere um capacete com cara de “sou seguro” , porque vai ser alguma coisa que vai lembrar como um dia foi um capacete. Apesar da falta de segurança questionável, o percurso foi tranquilo e eles esperaram nós fazermos todo o trâmite que consiste em fazer a saída do Brasil e entrada na Bolívia, e também nos levaram em algumas casas de câmbio para ver a cotação, cambiamos algum dinheiro mas numa cotação muito ruim, voltando para a rodoviária ficamos aguardando o embarque em nosso ônibus, acredite todas as empresas saem no mesmo horário, é uma concorrência meio esquisita, às 19h todos dirigiam-se para o seu ônibus que ficam todos no pátio da rodoviária, como numa garagem de alguma empresa, aí no horário eles encostam em sua respectiva plataforma e o povo vai embarcando, foi uma viajem muito tranquila, viajamos a noite toda, um frio razoável, mas como o ônibus era bom conseguimos descansar bem.

 

01/06/2018 – (Santa Cruz de La Sierra) Chegamos em Santa Cruz por volta das 6h30, o local aonde o ônibus parou para o desembarque era fora do terminal, então tivemos que carregar nossas coisas até por uma distância de uns 500 m até o Terminal, antes de atravessarmos a porta já tinham pessoas tentando vender passagem para nós, um homem insistiu em ajudar o Allan a carregar os alforges segurando eles e tentando que o Allan soltasse, o que é óbvio não aconteceu. Já dentro da rodoviária mais uma avalache de pessoas tentando vender passagens para nós e pessoas gritando o nome de variados  destinos por todos os lados, é algo muito diferente do que estamos acostumados a ver aqui no Brasil, bom… não posso afirmar que no Brasil inteiro as vendas de passagens na rodoviária ocorram como na Bolívia, porque afinal de contas só estive em 9 estados brasileiros pra afirmar que no país inteiro seja na configuração que estou acostumada… vc vai até o guichê, lá você se informa dos horários, escolhe e compra a sua passagem! bom… na Bolívia eles não esperam você entrar na rodoviária, algumas linhas tem mais de uma pessoa vendendo passagem, nunca compramos nenhuma passagem sob pressão, com educação dispensamos todo mundo e depois de acomodar nossas coisas junto a um banco, nos sentamos, revemos o que estava no plano e com paciência um dos dois sai e passa por todos os guichês que já haviam nos oferecido passagem antes, e sem vendedores das outras empresas perto, perguntamos mais sobre o que o carro oferece e negociamos o melhor preço que eles podem fazer, assim fazemos até passar em todos os guichês e depois escolhemos o melhor custo benefício, esqueça tudo o que te prometerem num ônibus de passagem barata, provavelmente não terá nada, ar condicionado, bancos reclináveis, banheiro, wifi, água então! esqueça! Bom…enfim, nosso ônibus era horrível, e acredite, alguns (não poucos), mentem para poder vender a passagem, sempre mencionamos a bicicleta e perguntamos se há algum problema para embarcá-la, e se é cobrado alguma taxa, a empresa que fechamos não nos falou nada sobre cobrar pelas bicicletas, mas na hora do embarque nos cobrou o valor  de uma passagem pelas duas bicicletas, dessa vez o nosso destino era Potosí, escolhemos começar a viajem de bike em Potosí, na verdade escolhemos logo uma cidade bem alta para podermos aclimatar a altitude, e Potosí nos atraiu mais. Essa com certeza foi a viajem mais horrível de ônibus que fizemos de todos os tempos! fora aquilo que o ônibus não tem que mencionei anteriormente, esqueci de mencionar a falta de limpeza, o chão é totalmente sujo! ao sairmos do terminal, o ônibus parou numa rua e alguém entrou cobrando cada passageiro pelo uso do Terminal Rodoviário, na Bolívia esse valor não está icluso na passagem como no Brasil, então ele é cobrado à parte,  a viajem começou em torno das 19h e depois de um trecho asfaltado entramos numa estrada de terra sem fim, e a poeira invadiu o velho ônibus tornando a respiração muito difícil, dormir então? impossível! como era noite de lua cheia deu para ver muita coisa no trajeto, percorremos muitos quilômetros de estrada muito ruim, e em alguns pontos haviam máquinas trabalhando de madrugada na manutenção da estrada.

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Na rodoviária em Santa Cruz de La Sierra

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Vendedor ambulante no ônibus

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02/06/2018 – (Sucre/Potosí) Eram 6h30 quando chegamos em Sucre, dalí eram mais 154 km até Potosí, relativamente perto, com estimativa de chegada de até no máximo às 10h, parecia tudo sob controle, poucas pessoas desembarcariam em Sucre e o ônibus seguiria viajem, mas entaõ o motorista começou a fazer um tour por dentro da cidade o que parecia ser em busca de passageiros para Potosí para ocupar os lugares vazios, e foi nesse zig zag pela cidade que aconteceu o imprevisto que nos deixou presos na cidade até às 17h, de repente o ônibus parou, e sem poder seguir fomos avisados de que estava pra começar uma “carretera” e que não havia como sair, somente após o final das estapas de corrida de carro que estariam acontecendo é que seria possível seguir viajem. Esse é o tipo de coisa que não esperávamos, não havia um aviso de que dentro de algum tempo iriam fechar os acessos a saída da cidade, mas enfim não havia nada que pudesse ser feito, apenas esperar, e assim foi, longas horas… às 17h30 enfim seguimos viajem e chegamos em Potosí às 21h, tomamos um táxi (muito caro por sinal!), contrário ao que havíamos ouvido sobre preços relativamente baixos, a verdade é que quando percebem o seu sotaque não espânico os preços sobem, infelizmente passamos por isso em vários ônibus, vans e outros serviços, achamos o ar na parte baixa da cidade muito sufocante, não bastasse a altitude, havia muita poeira e um odor muito forte de monóxido de carbono. Em torno das 21h30 chegamos na parte alta, apesar de ganharmos alguns metros a mais de altitude, por não haver poeira e ter menos carros, respiramos muito melhor, demos entrada em nossa estadia (Hostel Velmont) um hostel bastante simples mas que oferece um bom atendimento e inclui em sua diária um café da manhã continental e depois de um banho bem quente tombamos tão exaustos que nem deu pra prestar atenção em algum efeito devido aos 4.300 m em que nosso quarto estava.

 

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Infelizmente durante a corrida nosso ônibus ficou parado em uma parte muito feia de Sucre

 

03/06 a 04/06/2018 – (Potosí) Escolhemos ficar 3 dias em Sucre para aclimatar a altitude, no segundo dia sentimos muita ardência no nariz durante a noite o que resultou numa péssima noite de sono, sendo assim recorremos a farmácia, na farmácia, a vendedora nos indicou um comprimido que não me recordo o nome, eu tomei apenas por duas vezes, e senti dois fisgões em partes diferentes do corpo e decidi não tomar mais, o Allan também sentiu, mas não se incomodou e tomou o comprimido por 4 dias. Bom a cidade é linda, nós ficamos num Hostel bem localizado (Hostel San Pedro Velmont) bem no centro histórico da cidade, o centro é cheio de antigas aruelas pavimentadas com pedra, lindas praças, edifícios históricos, cholas com suas roupas coloridas por todos os lados e muiiiitos turistas, o tempo todo se tem a visão do Cerro Rico que continua sendo explorado, nos três dias que estivemos na cidade visitamos alguns poucos lugares, decidimos não fazer o tour  ao Cerro Rico porque particularmente não é o tipo de passeio que gostamos de fazer.

05/06/2018 – (Caindo na estrada) Nossa diária encerrava ás 10h00, iniciamos o dia arrumando as coisas na bicicleta, e às 10h30 saímos para pedalar, bem lentamente… estranhei muito o conjunto novo guidão + bolsa de guidão maior, pedalei com muita instabilidade e insegurança, após uns 30 minutos as coisas melhoraram e pude pedalar mais tranquilamente por estar melhor acostumada a bike e também por estar fora do emaranhado de carros no centro da cidade. Tivemos muita dificuldade em encontrar um lugar para calibrar os pneus da bicicleta, acostumados aos calibradores em postos de gasolina, fomos logo atrás de um, mas chegando ao posto descobrimos que pelo menos naquela região não é comum esse serviço em posto de gasolina, somente em borracharias, aí ficamos num vai e vem em busca de uma borracharia aberta, ao encontrarmos fomos atendidos sem problemas, e aí entramos na Ruta 5 em direção a Uyuni, rodovia muito tranquila com acostamento e muito bom asfalto, nesse primeiro dia pedalamos sem forçar muito pra deixar o corpo se acostumar lentamente a nova realidade altitude + bicicleta, a partir desse dia nosso nariz começou a escorrer sem parar, muita coriza sempre com sangue, Por volta das 15h30 começamos a procurar um lugar para acampar, as vezes essa é uma tarefa um pouco árdua para nós… além de ser na cor laranja, nossa barraca não é pequena, portanto não é fácil encontrar um lugar aonde ela fique escondida, pensamos no futuro tentar (nos esforçarmos) acostumar a uma barraca pequena, dessa maneira fica muito mais fácil encontrar lugar para armá-la, bom… num momento em que eu estava analisando uma área para montar a barraca, ao retornar para a rodovia havia um carro parado e o Allan correndo ao meu encontro explicou que o homem queria nos dar uma carona, como insistisse muito que seria melhor aproveitarmos a carona, não sentindo risco e confirmando que era uma carona mesmo… (cortesia) carregamos nossas coisas no carro e seguimos, apesar de gostar de pedalar nos sentimos aliviados ao ver a montanha que teríamos de vencer ficando para trás, aquele senhor estava se dirigindo a cidade de Porco e insistia pra que ficassemos em uma hospedagem lá e que o preço era bom, não adiantava o quanto explicássemos que com um orçamento limitado nossa prioridade era acampar, o homem seguia falando como se não tivéssemos falado nada e falava como se nadassemos em dinheiro, insistiu também em várias vezes perguntar se nosso documento estava ok pra seguir viajando pela Bolívia, na verdade aquela insistente conversa sobre dinheiro foi rasgada por um… 10 dólares pela corrida ok? Pra mim foi a gota d’água! então respondi… não somos europeus e nem gringos, somos sul americanos! e a propósito não pedi carona pra ninguém, gosto de pedalar! então ele meio que ameaçou de nos entregar se nosso documento não estivesse ok, insistimos pra ficar na cidadezinha antes de Porco, pois dali iríamos sair para procurar um lugar para acampar, o sol já havia se posto e a temperatura começou a cair, mas ele insistiu em nos deixar próximo a um hotel dizendo que podíamos pagar, conforme o Allan tirava os alforges do carro se afastando, o homem me amolava perguntando aonde eu carregava a câmera fotográfica e em qual das bolsas eu carregava todo o dinheiro, era uma situação muito desagradável, mesmo porque toda essa conversa narrada aqui não era feita em tom de descontração, depois não éramos íntimos!enfim… por fim ao Allan ir agradece-lo, mais uma vez o homem tentou nos explorar, o Allan argumentou com ele que as coisas não funcionam assim, deixamos com ele um livro que presenteamos as pessoas que conhecemos pelo caminho e tratamos de carregar as bicicletas e buscar um lugar para armar a barraca, o sol já havia se posto e a temperatura que já estava baixa começou a cair gradualmente, saindo para a rodovia avistamos uma casa ao lado direito da rodovia, eu disse que iria pedir permissão ali para armar a barraca, ao bater no portão uma menina nos atendeu e pedi que ela chamasse sua mãe, logo apareceu a Solange com um enorme sorriso! expliquei sobre nossa viagem e perguntei se poderíamos armar nossa barraca ali em sua propriedade, no geral as propriedades não tem cercas, ali estava a casa e uma grande planície, então ela nos falou para dormirmos num salão integrado a sua casa porque fazia muito frio, e na verdade ela não conseguia conceber a ideia de passarmos a noite numa barraca numa temperatura tão baixa, ficamos mais do que gratos, porque cada vez que não precisamos montar a barraca conseguimos sair mais cedo para pedalar, e assim foi no dia seguinte.

 

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Encontramos um cicloviajante francês vindo no sentido contrário

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06/06/2018 – Com poucas coisas para guardar e após lavar a louça da noite passada numa água congelante estávamos prontos para seguir viajem, como a Solange já havia saído pedimos ao seu esposo para encher algumas das nossas garrafas d’água, o que ele fez gentilmente tirando água de um grande tambor. Deixando um livro de lembrança nos despedimos, tirei algumas fotos dos arredores (aqui avistamos os primeiros picos nevados) e logo estávamos na rodovia. Como nos dias anteriores a paisagem continuou mudando , nesse dia o vento contra do dia anterior começou a soprar mais forte, a paisagem ficando cada vez mais bonita! tento aproveitar ao máximo o caminho e paro a todo instante para tirar fotos, e isso faz com que a nossa média de quilometragem percorrida caia consideravelmente, muitas vezes não fazemos mais de 30km de tanto que paro para tirar fotos, nesse segundo dia começamos avistar ao longe alguns rebanhos de camelídeos. por volta das 16h começamos a procurar um lugar para acampar, encontramos um perfeito abaixo da rodovia, tranquilo para descer com as bicicletas e não visualizado por quem passava na pista, montamos nosso acampamento, com muita dificuldade cozinhamos algo, apesar de nosso fogareiro multi- combustível funcionar bem, pareceu estar sentindo a falta de oxigênio e por isso falhou bastante. Na madrugada fez – 6° dormimos tranquilos sem nenhum problema para nos aquecer..

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Nosso primeiro “Wild Camping”

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07/06/2018 – Após o desjejum desmontamos acampamento, estava muito frio e vinha um vento gelado das montanhas que nos obrigou a pedalar com a blusa mais pesada por quase todo o dia, após subirmos bastante no dia anterior hoje foi a vez de descer, e chegamos em um vale fértil aonde a quinoa havia sido colhida recentemente, passamos por alguns vilarejos num horário ainda muito cedo e por isso escolhemos pedalar mais, e ao entardecer buscamos novamente um lugar seguro para acamparmos, dessa vez o camping foi numa planície cercada de colinas e cheia de cáctus de diversos tamanhos, colocamos a barraca por trás de algumas árvores, e enquanto o Allan ajeitava nossas coisas dentro da barraca eu lavava roupa antes que o sol declinasse e a temperatura começasse a cair. Antes de entrar na barraca pudemos assistir alguns cães pastores conduzirem um rebanho de cabras de volta para casa, não havia nenhuma pessoa junto, apenas dois cães, que quando nos viram assumiram uma postura totalmente defensiva, enquanto um deles conduzia as cabras o outro abaixou-se por detrás da vegetação baixa e ficou nos encarando até que todo o rebanho passou, e ainda assim ao se levantar ficou com os pelos todo eriçado nos encarando e somente seguiu o rebanho quando teve certeza que não éramos uma ameaça. O bacana disso é que tudo aconteceu no maior silêncio, somente ouvimos o berro de algumas cabras, as extraviadas eram trazidas para junto do rebanho sem latidos, apenas com a postura imponente dos cães, essa foi a primeira que tivemos essa experiência vendo cães pastores fora da televisão e tão de perto, também foi um dos poucos rebanhos de cabras que vimos naquela região.

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08/06/2018 –